Os Movimentos Sociais Na Amazônia : A Amazônia é uma região que apresenta enorme diversidade de grupos sociais, com culturas específicas. Diante dos problemas ocasionados pelo tipo de desenvolvimento que se estabeleceu na região, as populações locais se organizaram em busca de conquistas sociais. Esses povos formam hoje grupos atuantes, que lutam pelas questões ambientais, culturais e socioeconômicas.
Entre esses grupos, destacam-se as populações indígenas, os caboclos, seringueiros, castanheiros, açaizeiros, ribeirinhos, pescadores, as populações remanescentes de quilombos, catadeiras de coco de babaçu, pessoas atingidas por barragens e assentadas.
A organização social desses povos teve início no período de abertura política ocorrida na década de 1980, após 20 anos de ditadura. No caso da amazônia, houve introdução de projetos de controle territorial baseados em um modelo de desenvolvimento socialmente mais justo e ambientalmente sustentável.
Esses grupos expressam identidades próprias, originadas em diferentes situações: relativas a problemas sociais ou étnicos, no caso dos índios e dos negros; ligadas á relação com a natureza, no caso dos extrativistas; ou a movimentos político-sociais, no caso das pessoas atingidas por barragens, em assentamentos de trabalhadores rurais etc.
A Cultura Amazônica : Todo o processo de ocupação da Região Amazônica e o contexto de lutas sociais e ambientais resultaram em manifestações culturais que se evidenciaram com a divulgação do modo de vida amazônico. Todos esses grupos expressam, nas suas manifestações culturais, as relações com o lugar. As manifestações aparecem na forma de lendas, mitos, artefatos, artesanato, músicas, danças, vestimentas, alimentação, expressões artísticas (pintura corporal, tatuagens), cerâmica plumagem, entre outras.
• Na dieta alimentar, tem-se o uso de vários produtos oriundos da floresta ou levados pelos migrantes: açaí, castanhas, mandioca, peixes etc.
• Nas manifestações religiosas, há o Círio de Nazaré, em belém do pará; as festividades de religiões afro-brasileiras em várias áreas; as manifestações indígenas, entre outras.
• Nos ritmos musicais, existem a música destinada ao trabalho das catadeiras de coco de babaçu; o carimbó , no Pará; o tambor de crioulo, na ilha de marajó; a diversidade rítmica dos diversos grupos indígenas.
• Nas festas populares, pode-se citar o bumba meu boi, de Parintins.
• Na cerâmica, existe a arte marajoara
quarta-feira, 17 de abril de 2013
terça-feira, 9 de abril de 2013
Portfólio Geográfico Importância de Chico Mendes
A Importância de Chico Mendes : Surgiram as primeiras grandes propriedades rurais - os seringais - , muitas delas tão extensas que os proprietários as desconheciam em sua totalidade. Alguns dos proprietários dos seringais deixavam os trabalhadores extraindo o látex sob o comando de capatazes e viviam dos lucros dessa atividade em cidades como Belém e Manaus.
Quando essa atividade entrou em decadência, no início do século XX, os seringalistas venderam ou abandonaram suas propriedades. Os inúmeros seringueiros ficaram então sem terra para o trabalho e o sustento de suas famílias. parte deles migrou para as cidades e outra parte permaneceu como posseiro em pequenas áreas de terra, onde se explorava o látex de modo artesanal e cultivavam alimentos necessários á sobrevivência. os posseiros aprenderam com os povos locais o modo de vida tradicional amazônico, adotando uma dieta baseada em frutas, peixes ou raízes.
Alguns grandes latifúndios foram sendo ocupados por vários tipos de aventureiros ou comprados por empresários gananciosos, desejosos de obter lucros rapidamente. essas pessoas promoveram uma verdadeira destruição da cobertura vegetal, eliminando os seringais em áreas mais baixas e os castanhais em áreas mais elevadas, retirando, assim, as condições básicas de sobrevivência dos povos que viviam das atividades extrativas.
Diante de tal situação, os seringueiros do Acre, liderados por Chico Mendes, organizaram-se em um dos mais importantes movimentos sociais brasileiros do século XX. esse movimento ficou conhecido mundialmente por sua luta em favor de um tipo de desenvolvimento econômico baseado na exploração sustentável da floresta, sem derrubá-la.
Os Grandes projetos na amazônia :
A construção de barragens : Houve erros na escolha de alguns terrenos para construir barragens hidrelétricas e, além disso, os gastos e o tempo destinados a essas construções não melhoraram as condições socioeconômicas das populações e estimularam conflitos entre povos locais e trabalhadores braçais.
A construções de rodovias : algumas rodovias foram criadas, sem que fossem mensurados os impactos ambientais, seja eles naturais, sociais, ecológicos ou fundiários. Essas vias devastaram as áreas marginais e não promoveram uma ocupação ordenada, planejada, que atendesse ás necessidades das populações residentes. além disso, esses projetos desconsideraram a proteção dos mananciais, elementos centrais na amazônia .
Mineração : grandes e pequenas explorações minerais(como o Projeto Jari e o Carajás) colaboraram para a destruição de algumas áreas, visto que não foram considerados os impactos socioambientais decorrentes dessa atividade. verificou-se o surgimento de cidades sem boa infraestrutura, além de exploração de jovens para o trabalho semiescravo e a invasão de terras indígenas.
Atividades agrícolas : com objetivo de criar uma nova fronteira agrícola, para resolver problemas sociais, algumas medidas foram estabelecidas: as benfeitorias; a definição de que 50% das terras poderiam ser devastadas para as atividades agrícolas e pastoris; a permissão para o desenvolvimento da agricultura sem avaliar a sustentabilidade; a permissão para o desmatamento em virtude da introdução de pastagens, subsidiadas pelo poder estatal, entre outras .
A urbanização da Amazônia : diferentemente do que muitos pensam, 70% da população que vive na Amazônia é urbana, e a maior parte concentra-se nas cidades de Manaus e Belém. A urbanização decorreu de dois fatores : o modelo de industrialização e o modelo agrário (que expulsou a população do campo para a cidade.) A industrialização levou à valorização imobiliária e, com isso, a população menos favorecida foi expulsa das áreas com melhor infraestrutura, passando a viver na periferia, em áreas alagadas, em casas erguidas sobre palafitas, em bairros com transporte precário, condições sanitárias insalubres, falta de saneamento básico, falta de água potável, de coleta de lixo, entre outras carências.
Aluno : Paulo Vinicius da Costa Avenilo 2° 03
terça-feira, 12 de março de 2013
PortFólio Geográfico
Brasil:a organização na fase do predomínio do meio natural
Aluno: Paulo Vinicius da Costa Avelino 2° 03
Para compreender a organização do espaço geográfico brasileiro, é preciso recorrer ao início,á história dos seus primeiros habitantes, ou seja, dos povos indígenas que aqui viviam antes da chegada dos colonizadores.
Os povos indígenas não deixaram registros escritos sobre o seu passado,porque eram sociedades ágrafas e também por causa da dominadora colonização europeia grande parte do que se sabe hoje sobre esses povos resulta de pesquisas arqueológicas e antropológicas,em geral pouco conclusivas
Quando os colonizadores portugueses chegaram ás terras que posteriormente passaram a constituir o território brasileiro, calcula-se que existia uma população de cerca de 1 milhão de indivíduos, distribuídos em diversos grupos.
Embora não existam estudos que localizem com precisão a distribuição dos grupos que habitavam essas terras brasileiras no período anterior á chegada dos colonizadores, o mapa da página seguinte constitui uma representação, uma ideia de como era essa distribuição naquela época.
Esses grupos apresentavam formas de organização espacial distintos entre si. Na busca pela sobrevivência, usavam poucas ferramentas e se apropriavam de um modo muito específico dos recursos naturais - isso desde os grupos que se caracterizavam como caçadores-coletores até os que, além disso, desenvolveram a agricultura. Acredita-se que, por isso, a ação deles deixou poucas marcas no espaço.
Entretanto, há alguns autores, como o historiador estadunidense Warren Dean (1932-1994), que questionam essa crença. argumentam que esses grupos eram significativamente numerosos e que aqueles que desenvolviam a agricultura praticavam queimadas e a rotatividade de terras, o que pode ter marcado expressivamente a floresta , embora isso possa ter sido encoberto pela ação da natureza.
Alguns grupos de coletores viviam em áreas litorâneas, especialmente na foz de rios e próximos aos mangues, onde podiam sobreviver da coleta de ostras, peixes e crustáceos. Esses grupos, ao se alimentar de crustáceos, deixaram marcas por todo o litoral do Brasil - os sambaquis. Além disso, juntamente a esses materiais, restos de cerâmicas também foram encontrados. os coletores se utilizavam de raízes de plantas das florestas e dos mangues, sem destruir esses hábitats, pois retiravam apenas os elementos de que necessitavam.
O meio técnico da introdução do projeto colonial à industrialização
Esse período se caracterizou pela introdução de ferramentas e máquinas que impulsionaram a produção e, com isso, a transformação do espaço. Essa transformação ocorre a partir das funções que os lugares passarem a desempenhar e das relações desencadeadas pela produção.
A organização do espaço geográfico brasileiro adquiriu um aspecto territorial inicialmente com o mapeamento e as descrições feitos com base nas diversas viagens de reconhecimento. Essas informações contribuíram para o conhecimento do litoral e para a posterior divisão das terras em capitanias hereditárias. A divisão das terras em capitanias tinha como objetivos principais ocupar e controlar o espaço, além de abastecer a corte.
No século XVI, as atividades econômicas efetivaram a ação lusitana nas terras brasileiras, de modo que o território apresentava, como primeira estrutura produtiva, os núcleos urbanos isolados na faixa litorânea.
A produção de cana-de-açúcar, baseada no desmatamento, no uso da mão de obra escrava e na grande prioridade, estabeleceu-se como sistema de plantation na Zona da Mata nordestina. Essa produção foi responsável pela introdução, mesmo que de forma muito simples, da mecanização nas atividades econômicas e pela importância econômica de Recife e Salvador.
A pecuária inicialmente esteve circunscrita á área próxima da lavoura de cana. De certo modo ela foi transferida das terras férteis e responsável pela interiorização da economia, de modo a contribuir para a ocupação das terras que hoje pertencem aos estados do piauí, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. Ressalta-se que a pecuária no interior, assim como a agricultura no litoral, também se baseou na grande propriedade, na mão de obra escrava e no trabalho dos homens livres e pobres.
A partir da década de 1970, ampliou-se o sistema de transportes e de comunicação, como forma de garantir a produção, a circulação e o consumo necessários ao novo processo estabelecido pelas empresas multinacionais. Novas estradas, portos e aeroportos foram instalados, visando á rápida circulação de mercadorias das áreas produtivas ao mercado consumidor, ampliando, assim, a rede de comunicação.
Ocorreu também o aumento do número de trabalhadores que permaneciam sem emprego, o que pressionou a diminuição dos salários, e dos fluxos migratórios originários da periferia em direção à região concentrada. Não foi só essa região que se tornou atrativa mas também aquelas onde o capital foi responsável pela modernização da agricultura, nas fronteiras agrícolas, especialmente no Brasil Central e na Amazônia.
Nos anos seguintes,intensificou-se a descentralização industrial, dos serviços e do comércio,de modo que algumas áreas do país foram incorporadas ao processo de modernização. Isso ocorreu com mais ênfase nas áreas com notável desenvolvimento tecnológico.
Aluno: Paulo Vinicius da Costa Avelino 2° 03
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