terça-feira, 12 de março de 2013

PortFólio Geográfico

Brasil:a organização na fase do predomínio do meio natural



  Para compreender a organização do espaço geográfico brasileiro, é preciso recorrer ao início,á história dos seus primeiros habitantes, ou seja, dos povos indígenas que aqui viviam antes da chegada dos colonizadores.
  Os povos indígenas não deixaram registros escritos sobre o seu passado,porque eram sociedades ágrafas e também por causa da dominadora colonização europeia grande parte do que se sabe hoje sobre esses povos resulta de pesquisas arqueológicas e antropológicas,em geral pouco conclusivas
  Quando os colonizadores portugueses chegaram ás terras que posteriormente passaram a constituir o território brasileiro, calcula-se que existia uma população de cerca de 1 milhão de indivíduos, distribuídos em diversos grupos.
 Embora não existam estudos que localizem com precisão a distribuição dos grupos que habitavam essas terras brasileiras no período anterior á chegada dos colonizadores, o mapa da página seguinte constitui uma representação, uma ideia de como era essa distribuição naquela época.
 Esses grupos apresentavam formas de organização espacial distintos entre si. Na busca pela sobrevivência, usavam poucas ferramentas e se apropriavam de um modo muito específico dos recursos naturais - isso desde os grupos que se caracterizavam como caçadores-coletores até os que, além disso, desenvolveram a agricultura. Acredita-se que, por isso, a ação deles deixou poucas marcas no espaço.
Entretanto, há alguns autores, como o historiador estadunidense Warren Dean (1932-1994), que questionam essa crença. argumentam que esses grupos eram significativamente numerosos e que aqueles que desenvolviam a agricultura praticavam queimadas e a rotatividade de terras, o que pode ter marcado expressivamente a floresta , embora isso possa ter sido encoberto pela ação da natureza.
 Alguns grupos de coletores viviam em áreas litorâneas, especialmente na foz de rios e próximos aos mangues, onde podiam sobreviver da coleta de ostras, peixes e crustáceos. Esses grupos, ao se alimentar de crustáceos, deixaram marcas por todo o litoral do Brasil - os sambaquis. Além disso, juntamente a esses materiais, restos de cerâmicas também foram encontrados. os coletores se utilizavam de raízes de plantas das florestas e dos mangues, sem destruir esses hábitats, pois retiravam apenas os elementos de que necessitavam.








 O meio técnico da introdução do projeto colonial à industrialização 

 Esse período se caracterizou pela introdução de ferramentas e máquinas que impulsionaram a produção e, com isso, a transformação do espaço. Essa transformação ocorre a partir das funções que os lugares  passarem a desempenhar e das relações desencadeadas pela produção. 
 A organização do espaço geográfico brasileiro adquiriu um aspecto territorial inicialmente com o mapeamento e as descrições feitos com base nas diversas viagens de reconhecimento. Essas informações contribuíram para o conhecimento do litoral e para a posterior divisão das terras em capitanias hereditárias. A divisão das terras em capitanias tinha como objetivos principais ocupar e controlar o espaço, além de abastecer a corte. 
 No século XVI, as atividades econômicas efetivaram a ação lusitana nas terras brasileiras, de modo que o território apresentava, como primeira estrutura produtiva, os núcleos urbanos isolados na faixa litorânea. 
 A produção de cana-de-açúcar, baseada no desmatamento, no uso da mão de obra escrava e na grande prioridade, estabeleceu-se como sistema de plantation na Zona da Mata nordestina. Essa produção foi responsável pela introdução, mesmo que de forma muito simples, da mecanização nas atividades econômicas e pela importância econômica de Recife e Salvador. 
 A pecuária inicialmente esteve circunscrita á área próxima da lavoura de cana. De certo modo ela foi transferida das terras férteis e responsável pela interiorização da economia, de modo a contribuir para a ocupação das terras que hoje pertencem aos estados do piauí, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. Ressalta-se que a pecuária no interior, assim como a agricultura no litoral, também se baseou na grande propriedade, na mão de obra escrava e no trabalho dos homens livres e pobres.
A partir da década de 1970, ampliou-se o sistema de transportes e de comunicação, como forma de garantir a produção, a circulação e o consumo necessários ao novo processo estabelecido pelas empresas multinacionais. Novas estradas, portos e aeroportos foram instalados, visando á rápida circulação de mercadorias das áreas produtivas ao mercado consumidor, ampliando, assim, a rede de comunicação.
 Ocorreu também o aumento do número de trabalhadores que permaneciam sem emprego, o que pressionou a diminuição dos salários, e dos fluxos migratórios originários da periferia em direção à região concentrada. Não foi só essa região que se tornou atrativa mas também aquelas onde o capital foi responsável pela modernização da agricultura, nas fronteiras agrícolas, especialmente no Brasil Central e na Amazônia.
 Nos anos seguintes,intensificou-se a descentralização industrial, dos serviços e do comércio,de modo que algumas áreas do país foram incorporadas ao processo de modernização. Isso ocorreu com mais ênfase nas áreas com notável desenvolvimento tecnológico.





Aluno: Paulo Vinicius da Costa Avelino 2° 03

Um comentário:

  1. Oi Paulo,
    Parabéns pela criação do seu blog. Faça um comentário ao final de cada atividade.
    Atenciosamente,
    Professor César

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